Relatório de Gestão CMPC e Fale Conosco

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Fotografiaaaa


Com o tema Aves Brasileiras, fotógrafos profissionais e amadores podem enviar suas fotos até 2 de março

SÃO PAULO – A Avistar Brasil, rede de fomento à observação de aves, anuncia o 3º Concurso Avistar Itaú BBA de Fotografias "Aves Brasileiras". As inscrições acabam de abrir e vão até 2 de março de 2009. Para esta edição a organização destaca um prêmio especial para o melhor clique de espécie ameaçada de extinção.

Fotógrafos profissionais ou amadores, brasileiros ou estrangeiros, podem participar – desde que a foto seja de ave em liberdade em território nacional. Os prêmios somam R$ 62 mil, além de dois binóculos de alta performance.

Guto Carvalho, organizador do concurso e birdwatcher, informa que serão escolhidas 36 fotos vencedoras. "O concurso ganha maior dimensão com uma preocupação mais acentuada da sociedade em busca da conservação do meio ambiente. Desta forma também incentivamos a observação e fotografia de pássaros, atividade que já reúne cerca de 10 mil adeptos somente no Brasil", diz.

Cada participante pode inscrever até 6 (seis) fotos digitais ou convencionais em cores. São três as categorias do concurso: "Melhor Fotografia" (escolhida pela qualidade fotográfica), "Melhor Registro" (serão considerados a raridade e os momentos especiais da foto) e "Primeiras Aves" (específica para iniciantes).

Leia Mais AQUI

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Atenção pesquisadores!

Iphan lança edital para projetos de pesquisa. Trabalhos devem focar os estudos na história da preservação do Patrimônio Cultural no Brasil

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com o apoio da Fundação Darcy Ribeiro (Fundar), torna pública a seleção de projetos de pesquisa sobre a história da preservação do Patrimônio Cultural no Brasil.

A seleção tem como objetivo garantir o apoio às pesquisas por meio da concessão de bolsas a pesquisadores, conforme as especificações constantes no edital.

De acordo com o representante do Iphan no Acre, Fernando Figali, essa é uma oportunidade para aqueles que moram na região de desenvolverem pesquisas sobre a preservação do patrimônio a partir da ótica da Amazônia.

IPHAN/ACRE:
Rua Floriano Peixoto/Rua Rio Grande do Sul, Centro. Rio Branco, Acre
(68) 3223-9052

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Pensando artes Visuais


Refletir sobre o cenário das artes visuais no Acre. Esse é o objetivo do I Encontro de Artes Visuais, realizado pela Usina de Arte João Donato através de um projeto aprovado pela Funarte, nos dias 29 e 30 de janeiro. As inscrições para as oficinas devem ser feitas na Usina de Arte João Donato: Av. das Acácias, no 1, Distrito Industrial. Mais informações através do telefono 3229-6892 e o e-mail usinadearteac@gmail.com.

PROGRAMAÇÃO

Dia 29 de janeiro de 2009

Palestra: Panorama sobre as tendências artísticas no Brasil.
Com a artista e pesquisadora convidada Marisa Flórido.
Horário: 15h às 16h30min
Local: Teatro da Usina de Arte João Donato

Coffee Break e apresentação de imagens sobre as Artes Plásticas no Acre.
Horário: 16h30min às 17h
Local: Teatro da Usina de Arte João Donato

Mesa Redonda: Uma Reflexão sobre as Artes Visuais no Acre, sua produção e o desempenho atual das Políticas Públicas.
Carol Di Deus, diretora do Departamento de Articulação das Artes da Fundação de Comunicação e Cultura Elias Mansour.
Dalmir Ferreira, artista plástico e historiador.
Eurilinda Figueiredo, diretora da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil.
Laélia Rodrigues, artista plástica e coordenadora do Curso de Artes Visuais da FAAO.
Horário: 17h às 19h
Local: Teatro da Usina de Arte João Donato

Dia 30 de janeiro de 2009

Oficina: Recursos Alternativos Naturais na Pintura, com o artista plástico Luis Carlos Gomes.
Horário: 8h às 12h
Local: Atelier da Usina de Arte João Donato

Almoço de confraternização
Horário: 12h às 14h
Local: Restaurante das Caldeiras da Usina de Arte João Donato

Demonstração: Arte Digital
Com o artista plástico Marco Lenísio.
Horário: 14h às 14h30min
Local: Teatro da Usina de Arte João Donato

Palestra e Performance: Arte Urbana
Com o artista plástico Adão Segundo e os alunos do Curso de Música da Usina de Arte João Donato.
Horário: 14h30min às 17h
Local: Teatro da Usina de Arte João Donato

Metalhukas


Dia 27
Terça metal no Palhukas Espaço Alternativo
Heavy Metal, Rock'n'roll
videos no telão
e banda Silver Cry
Ingresso: R$ 1,00

domingo, 25 de janeiro de 2009

Estamos no ramal certo?*

Marília Bonfim – Pedagoga e atriz

É difícil aceitar uma arte hegemônica. Temos tendência a pensar que existe uma arte maior, que dita o que é certo, o que é lindo, o que é chick, o que é melhor, o que é moda...


No meu entendimento é arte se houver técnica, talento e provocar emoções. Mas, isso é o que eu penso conscientemente após uma reflexão sobre o assunto. Nossos comportamentos são impulsionados por nossa cultura, pelo que ouvimos e aprendemos com nosso povo.

Infelizmente, possuímos atitudes hegemônicas, visto que somos fruto do presente e de todo passado da humanidade. O mesmo preconceito também pode ser associado à visão de que existe um povo melhor que outro, um Estado melhor que outro, uma cidade melhor que a outra e assim por diante.

Há quem pense que São Paulo e Rio de Janeiro sejam melhores que o Acre, Rio Branco é melhor que Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima é melhor que a Vila São Pedro, fulano é melhor que sicrano... Está ou não está presente em nossa visão de mundo?

Atuando como artistas e/ou professores, somos obrigados a nos policiar ainda mais durante nossa prática. Precisamos romper com essa postura preconceituosa que atinge a arte e o relacionamento entre os povos. Em algum momento começou e em algum momento precisa acabar! Por que não começar agora?

Acredito que o Sistema Municipal de Cultura já está caminhando nesse ramal. Em Câmaras Temáticas, somos convidados a refletir sobre nosso fazer artístico e construímos ações capazes de fomentar a arte em nosso município. E o melhor de tudo é que podemos fazer isso coletivamente, sem discriminação, sem preconceitos e sem hierarquização. Discordamos, sim! Achamos alguns posicionamentos sem lógica, sim! Consideramos algumas posturas absurdas, sim!

Mas, dentro do Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco, tudo o que pensamos e queremos é discutido, vira proposta, entra em votação e vence o que a maioria acredita ser o melhor. O presente está em nossas mãos e o futuro vai nos mostrar se trilhamos o ramal certo.

*************

Política, arte e educação! Temas diversificados que dialogam e caminham juntos na história acreana... Na história da humanidade.

Meu olhar, de imediato consegue achar afinidade entre arte e educação. Quanto à política... Acreditei que a política não tem nada haver com a arte. Mas, estou enganada! Elas são interdependentes.


Na verdade, já estou cansada da velha política partidária que envergonha o país, que desvia verbas, confabula contra a grande maioria e fortalece as desigualdades sociais. Esse tipo de política mais deveria se chamar de "polititica".

A polititica trabalha basicamente com assistencialismo e, com isso, impede todo tipo de revolução capaz de melhorar a vida dos menos favorecidos. A arte e a educação precisam ser contra esse tipo de política. A política partidária séria (e pode apostar que ela existe) precisa ser contra esse tipo de postura.

Investindo no conhecimento e proporcionando a fruição do homem, a arte e a educação são geradoras de mudanças sociais. A escola compromissada conduz nosso olhar para o coletivo, através do conhecimento. Olhamos para a história da humanidade e começamos a conhecer nosso passado, tomar consciência do presente e planejar melhor o futuro. Escola compromissada com a qualidade de vida conduz o aluno a problematizar.

A arte, através do fazer e da apreciação, consegue desconstruir conceitos que limitam a criatividade do homem. Apoderando-se novamente da capacidade de criar, o homem deixa de ser consumidor passivo e passa a ser criador.

Você deve estar pensando onde entra a política nessa história toda. Calma! Eu chego lá!

A política é a conseqüência dessa mistura entre arte e educação. Lembre-se, não estou falando da polititica. Estou falando de ações políticas. Conscientes de seus papéis, a arte e a educação provocam no homem uma imensa vontade de possuir ações políticas voltadas para a coletividade.

Quer um exemplo? Os empates! Quem não se lembra dessa página da história do Acre? Homens, crianças e mulheres de mãos dadas na frente das motosserras, dos tratores que colocavam a floresta no chão. Os empates foram ações políticas que salvaram o que ainda resta da Amazônia. Alguns morreram como Chico Mendes e Wilson Pinheiro, mas suas ações políticas ainda vivem e ecoam pelo mundo.

Mas você deve estar pensando: que contradição! Ela fala dos empates para exemplificar o poder da arte e da educação nas ações políticas de homens e mulheres que nunca visitaram museus, e nem sabiam ler e escrever em sua maioria.

Caros amigos, isso só nos demonstra que o conceito de educação extrapola os limites da escola. A educação informal pode mover o mundo! A arte extrapola as galerias. Ela pode vir pelas ondas do rádio, nas páginas do cordel ou rodopiar nos forrós da casa do cumpade.

Portanto, reafirmo que arte, educação e política dialogam e caminham juntas.

*Texto publicado na revista Outros Mozaicos da Cidade Nascente, lançada pela FGB em dezembro de 2008.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Abertas as inscrições para Rei e Rainhas do Carnaval 2009

Candidatos devem fazer a inscrição na Fundação de Cultura Garibaldi Brasil

Todos os anos, a trupe do Rei Momo, Rainha e Rainha Gay do Carnaval fazem a alegria dos foliões durante as cinco noites de folia. Para os interessados em fazer parte desse trio de ouro, a Prefeitura de Rio Branco já está com as inscrições abertas até o próximo dia 13 de fevereiro.

Para participar, o candidato deve ter mais de 18 anos, ser brasileiro, morar no Acre e, no caso para se candidatar a Rei Momo, o peso mínimo de 100 quilos. Os interessados podem fazer a inscrição no Parque Capitão Ciríaco (Avenida Dr. Pereira Passos, 225, bairro 6 de Agosto), no horário das 8 ao meio-dia e das 14 às 18 horas.

No ato da inscrição, é necessário o preenchimento de uma ficha com nome completo, número do documento de identidade, CPF, endereço e telefone para contato. Além disso, é obrigatória a entrega de uma cópia do RG.

Os três primeiros colocados em cada categoria serão premiados. O primeiro lugar vai receber R$ 1.500, o segundo receberá R$ 300 e o terceiro, R$ 200.

Os selecionados devem assumir todas as tarefas e obrigações do cargo, como presença em palanques, palcos e ruas que abrigarão a programação do Carnaval 2009, visitas aos clubes da cidade (quando solicitadas), bem como aos eventos em outros municípios, e conceder entrevistas aos meios de comunicação.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Cultura Popular*

Antonio Lima - Quadrilheiro há 16 anos, titular da Câmara Temática de Cultura Popular e membro da Liga de Quadrilhas Juninas do Acre

A cultura popular entrou em minha vida desde cedo. Então, tive e tenho o prazer de vivenciá-la a cada instante de forma que me traz grandes reflexões a cada dia sobre ela e nossa realidade. Sendo resultado de uma interação contínua entre pessoas de determinadas regiões. Nascendo da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrangendo inúmeras áreas de conhecimento: crenças, artes, moral, linguagem, idéias, hábitos, tradições, usos e costumes, artesanato, folclore e muitos outros.

Fico feliz cada vez que vejo uma quadrilha junina ensaiando, em um horário alternativo e envolvendo várias pessoas de diferentes classes sociais (desde crianças até a 3ª idade) em diversas comunidades, pois percebo a ação sócio-cultural existente. Claro que as outras manifestações têm a mesma ação, por exemplo: Marujada, Pastorinhas, Blocos de carnaval, Fanfarras e outros.

Quem faz cultura popular percebe que a sistematização não está tão presente, pois a emoção do fazer e do participar é contada e ensinada de pai pra filho. É portanto um conhecimento empírico baseado no conhecimento popular, onde quem participa na origem dessa produção não precisa ter, necessariamente, como critério inicial conhecimento científico sistematizados.

Há alguns anos, percebeu-se que o avanço tecnológico vinha tornando as tradições populares cada vez menos comuns. Porém, com a persistência das tradições populares por verdadeiros mestres da cultura, estamos juntamente com o poder público tentando criar políticas públicas voltadas à cultura. Tudo isso levando em consideração as realidades existentes para a ação dessas manifestações populares.

Estão sendo implantados os Sistemas de Culturas no âmbito nacional, estadual e municipal. O município de Rio Branco já está avançado nesse contexto. Temos as Leis que criaram o SMC e o CMPC – Conselho Municipal de Políticas Culturais, do qual eu, juntamente com algumas pessoas da cultura popular, fazemos parte. Com o SMC e o CMPC, as discussões sobre as problemáticas do fazer cultural, através das câmaras temáticas e fóruns, se tornaram mais freqüentes. Assim, mesmo que lentamente, estamos procurando detectar as verdadeiras problemáticas que emperram o fazer cultural. As discussões dentro da Câmara Temática de Cultura Popular mostram uma realidade de que nós produtores de cultura popular precisamos nos organizar para solucionar os principais problemas.

Percebi dentro dessa nova realidade, com o SMC e CMPC, que a cultura popular é bem mais ampla do que eu imaginava. E a diversidade dessa manifestação é tanta que precisamos compactuar nossos saberes artísticos. Dessa forma, estamos fortalecendo nossas tradições e respeitando nossa cultura.


*Texto publicado na revista "Outros Mozaicos da Cidade Nascente", produzida e lançada pela FGB em dezembro de 2008.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

"Morre Lentamente..."

Falso poema atribuído a Neruda é da brasileira Martha Medeiros

MADRI - O poema Muere Lentamente (Morre Lentamente), atribuído por engano a Pablo Neruda, circula há anos na Internet sem que nada nem ninguém seja capaz de deter a bola de neve, ao ponto de, na Espanha, muitas pessoas terem recebido esses versos como votos online de um feliz ano-novo.

"Morre lentamente quem não viaja,/ quem não lê,/ quem não ouve música,/ quem não encontra graça em si mesmo./ Morre lentamente/ quem destroi seu amor próprio,/ quem não se deixa ajudar..."

Assim começa o poema que não se chama Morre Lentamente, mas A Morte Devagar, e não é do poeta chileno como assegurou à EFE a Fundação Pablo Neruda, mas da escritora e poeta brasileira Martha Medeiros.

Este verso e outros mais circulam na internet há muito tempo e "não sabemos quem os atribuiu a Neruda, mas os nerudianos que temos consultado não os conhecem", afirma Adriana Valenzuela, bibliotecária da Fundação.

Leia a matéria na íntegra AQUI.

Fonte: O Estado de São Paulo digital

Autor Desconhecido

Você já deve ter recebido por e-mail crônicas ou poemas atribuídos a William Shakespeare, Charles Chapplin, Gabriel Garcia Márquez, Luiz Fernando Veríssimo, Clarice Lispector, Arnaldo Jabor... E repassado adiante sem saber que a autoria está errada e o texto transformado (porque sempre tem algém que pode alterá-lo para deixá-lo 'mais legal'...), contribuindo assim para a legião de textos de "autoria desconhecida" e para o prolongamento do anonimado dos verdadeiros autores...

Quer conferir? O blog Autor Desconhecido foi criado para mostrar que o "autor desconhecido" não existe, e publica as versões originais - com os nomes dos autores verdadeiros - daqueles tantos textos falsificados que circulam por e-mail.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Música Autoral*

Ronnie Lopes – Músico, integrante da banda Mapinguari Blues e conselheiro da Câmara Temática de Música

A idéia de se resgatar o trabalho autoral surgiu quando o cenário musical rio-branquense girava em torno de músicas que não retratavam nossos anseios e não tinham a essência das belas melodias que ouvíamos quando criança. Foi pensando nessa idéia que três figuras (Neemias Maciel, Ronnie Lopes e Tony Ruella) tiveram o “insight” de contribuir com nossa própria história, iniciando assim o recomeço da valorização local.

Não foi fácil lapidar as mentes de um povo condicionado à cultura sulista. Precisou-se mais de uma década para pensar em resultados benéficos. Como ainda nos faltavam recursos para desempenharmos o papel profissional no campo dos sons, ficamos amadurecendo idéias no forno do pensar.

Com o Plano Municipal de Cultura, foi retomado um horizonte de perspectivas e estruturas que só tendem a contribuir com o nosso tão sonhado processo de desenvolvimento cultural. Os avanços e conquistas foram de certo gerados no decorrer dos anos e para não cairmos novamente nos truques de outrem é que, através da Fundação Garibaldi Brasil em parceria com a Fundação Elias Mansour, fortalecemos a cada dia nossos direitos e interesses culturais. Este tem sido um rico processo de aprendizagem através das reuniões das câmaras temáticas, onde é possível refletir sobre o fazer cultural.

*Texto publicado na revista "Outros Mozaicos da Cidade Nascente", produzida e lançada em dezembro de 2008, pela FGB.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Turismo e a construção do Plano Municipal de Cultura*

Rachel Dourado da Silva - Turismóloga

O turismo é uma atividade que ganhou espaço em debates e no cotidiano das políticas públicas de Rio Branco. Na construção do Plano Municipal de Cultura, turismo inserido em Patrimônio Cultural possui uma câmara temática com 98 membros de diferentes setores do turismo. Acadêmicos, turismólogos, tecnólogos, empresários, guias, condutores, associações (ABRASEL, ABAV, ABIH) etc. Durante as discussões para o Plano de Cultura surgiram muitas preocupações, uma vez que a discussão sobre turismo nessa região é muito recente. As políticas públicas para o turismo ainda são falhas e muitos pontos estão sendo esquecidos, como inclusão social.

Tratar o tema turismo é uma possibilidade de rever práticas que não estão sendo aplicadas no cotidiano da população, já que o turismo tem como objetivo se desenvolver sem prejudicar a qualidade de vida da comunidade local e sem deteriorar ou devastar recursos naturais e culturais. Tratar o turismo com preocupações relacionadas somente à segurança e infra-estrutura, pensando em proporcionar ao viajante uma recepção adequada, exigindo da cidade receptora um conjunto de atividades interligadas para o turismo é pequeno, levando em conta o que o turismo pode abranger.

O momento é pensar políticas públicas para o turismo de forma coletiva. Devemos pensar no cotidiano da população que vive em Rio Branco. O turismo deve ser planejado com a comunidade local, no sentido de promover melhores condições de vida para os cidadãos. Como vamos desenvolver um turismo que traga retorno positivo para o município se no seu planejamento a comunidade não está inserida como consumidora de tais serviços, bens, manifestações etc.? Esse problema não é regional, é um problema do Brasil. Um país que constrói políticas públicas para turismo pensando no viajante que pode vir e trazer um retorno financeiro é pensar numa população que pode perder características naturais, culturais e sociais. Pensar o turismo nesse aspecto de retorno financeiro rápido é perder o futuro. O turismo deve ser planejado e trabalhado como sub-plano, após trabalhos sociais e culturais para/por seu povo.

Mudanças na infra-estrutura, muitas vezes, expulsam a comunidade por elevar o valor do produto final, inviabilizando o acesso ao lazer na sua cidade. Em grandes centros turísticos existem exemplos gritantes de grandes deteriorações promovidas pelo turismo. Podemos listar alguns prejuízos, como: poluição de praias e rios, falta de água, aumento da produção de esgoto, violência, exploração sexual etc. Com tudo isso, o turismo não pode ser fator positivo para essa população receptora. Pensando localmente, após algumas mudanças na infra-estrutura de alguns patrimônios, como por exemplo, o mercado velho: antes ponto que a população de baixa renda fazia uso tanto para sobrevivência, através da comercialização, como para lazer. Após essas mudanças não encontramos mais esse público. Para onde eles foram? Até que ponto isso é favorável e positivo?

Nós, como profissionais de turismo, devemos trabalhar pensando em primeiro lugar, em quem será beneficiado com isso: os pequenos produtores culturais (a comunidade que habita a região) ou as grandes empresas que acabam se instalando aqui? O turismo é uma atividade rica de possibilidades, porém, para ele ser positivo precisa se dar a partir da comunidade, essa comunidade precisa ter como garantia uma vida digna com direitos constitucionais assegurados como: educação, saúde, trabalho, segurança etc. O turismo, antes de tudo, tem que ser uma necessidade da população local.

*Texto publicado na revista "Outros Mozaicos da Cidade Nascente", produzida e lançada em dezembro de 2008, pela Fundação Garibaldi Brasil

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Álbum - Festa de 126 anos do Aniversário de Rio Branco

IV Show Cantos da Cidade


Catraiada Histórica 2008


IV Concurso de Pintura "As Cores da Cidade"



GP Cidade de Rio Branco de Ciclismo


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

sobre festa é sempre bom lembrar...

Corrida infantil comemora aniversário de Rio Branco

A IV Corrida Infantil, realizada no dia 28 de dezembro, contou com aproximadamente 280 inscritos. A atividade integrou as comemorações do aniversário de 126 da cidade de Rio Branco. Entre as premiações, as crianças receberam troféus, medalhas, brindes surpresa e sacolão com alimentos não perecíveis.


Desde 2005, a FGB é a responsável pelos preparativos da competição. Composta por três categorias, sendo A (crianças de 07 a 10 anos), B (crianças de 11 e 12 anos) e C (crianças de 13 e 14 anos). Em todas as categorias houve premiação para feminino e masculino.

Segundo Afrânio Moura, diretor do departamento de desporto e lazer da FGB, os resultados da corrida foram muito bons. “Registramos mais um sucesso. A mesma logística formulada para uma corrida de adultos é a utilizada para a de crianças. Esta competição gera muitas expectativas por parte das crianças e dos pais”, disse o diretor.

Ao serem recepcionadas na marca de chegada que se situava ao final da passarela Joaquim Macedo todos as crianças receberam medalhas de participação. No calçadão do Mercado Velho, a espera dos competidores mirins havia água mineral e picolé para refrescar os participantes que percorreram percursos entre 1000 a 3000 metros.